Tábuas de engomar: dicas para escolher

Tábuas de engomar: dicas para escolher 
Se passa a ferro com alguma frequência, vale a pena perder algum tempo na escolha de uma tábua de engomar. Ganha em conforto e reduz o tempo na execução desta tarefa. Não é fácil escolher uma tábua de engomar, face à diversidade de modelos e preços (entre 12 e mais de 350 euros). Por isso, conheça os principais pontos a ter em conta:

  • estabilidade mantém a tábua firme e segura, essencial para passar a ferro sem interrupções;
  • altura regulável minimiza o impacto físico e permite maior versatilidade. Pode passar a ferro de pé ou sentado, de forma confortável e mais ergonómica;
  • arrumação fácil – ao fechar e arrumar – e sem ocupar muito espaço;
  • dimensão adequada à roupa que maioritariamente passa a ferro e ao espaço disponível na divisão onde é utilizada;
  • cobertura protetora acolchoada e de material resistente;
  • suporte para ferro compatível com o aparelho que utiliza. Caso use um ferro com gerador de vapor, o suporte deve ser capaz de o acomodar.
As chamadas tábuas de engomar “ativas” podem ser interessantes para agregados familiares mais numerosos, apesar de mais caras (cerca de 250 euros). Estes aparelhos elétricos aquecem, sopram e aspiram a roupa na zona de passagem, diminuindo os vincos e as rugas na roupa.
Passar a ferro sem afetar as costas
  • Ajuste a tábua de engomar para 5 centímetros abaixo do cotovelo. A altura da tábua deve ser sempre ajustada à altura e características morfológicas de quem passa a ferro.
  • Adote uma postura corporal confortável, mantendo as costas retas, os ombros descontraídos e relaxados, os cotovelos baixos e os braços em ângulo reto.
  • Quando possível, alterne de posição, entre sentado e de pé. Nesta última, experimente colocar um pequeno banco ou suporte para apoiar um pé de cada vez, como se de um degrau se tratasse.
  • Idealmente, faça pausas regulares de, pelo menos, 12 minutos por hora.

    in deco.proteste.pt

Como Arrumar Alimentos no Frigorífico


Alimentos para as Prateleiras Cimeiras:

Mantenha os alimentos utilizados com mais frequência nas prateleiras cimeiras do frigorífico, para que estejam acessíveis e para que possa notar de imediato, se estão em falta.
  • Condimentos
  • Manteiga 
  • Margarina
  • Ovos 
  • Queijo
  • Alimentos cozinhados, excepto carne
  • Alimentos embalados

Alimentos para as Prateleiras de Baixo:

Coloque os seguintes alimentos nas prateleiras de baixo, para que os seus cheiros ou molhos não se misturem com os outros alimentos. Tape a carne crua, as aves e o peixe com película aderente  solta, para que o ar circule nestes alimentos.
  • Carne Crua
  • Carne Cozinhada
  • Aves Cruas
  • Peixe
  • Crustáceos 
  • Iogurtes
  • Natas

Alimentos para Gavetas:
 
Coloque cada alimentos num saco de plástico , para que o sabor não se misture com outro. Guarde os legumes com aiz em sacos de papel pardo, para os preservar da luz.
  • Bróculos
  • Carne cozinhada
  • Legumes com raiz
  • Folhas de salada
  • Ervas Frescas
  • Vegetais
  • Frutas

Alimentos para a Porta do Frigorífico:

Guarde as garrafas e os pacotes de cartão na porta do frigorífico. No entanto, se alguns alimentos como o leite, azedarem, quando colocados na porta, tente colocá-los numa prateleira.
  •  Água Mineral
  • Sumos de Fruta
  • Leite
  • Bebidas Engarrafadas
  • Natas em lata de Spray

in Guia Prático da Organização. Conselhos e Sugestões

"Quem cuidará das crianças?" - Dr. José Martins Filho

Parte 1:

Parte 2:

Como Organizar Documentos

Como Organizar Documentos
A organização de documentos pessoais, finanças pessoais, receitas e exames médicos, entre outros artigos do género, são de importância primordial para uma boa organização da casa. Afinal, ninguém gosta de andar à procura de um documento e nunca saber onde o encontrar. Vamos dar-lhe algumas sugestões de como fazer essa arrumação e evitar problemas futuros.
√ O primeiro passo é escolher um local adequado da casa; pode ser uma gaveta ou um arquivo. Mas deve ser um espaço reservado apenas para isso.
√ Escolha guardar os documentos em pastas, separadas por assunto. Não misture documentos do trabalho com os de casa. Escolha um sistema de armazenamento simples.
√ Para cada pasta, um tema diferente:
• Saúde: Arquive nesta pasta todos os documentos sobre: plano de saúde, exames e receitas médicas mais importantes. Pode fazer, dentro desta pasta, uma subdivisão para cada item mencionado e os que também achar necessários.
• Documentos Fiscais: Nesta pasta, guarde tudo o que seja referente ao IRS: documentos que o ajudem a preparar o seu imposto (recibos de consultas médicas, donativos, recibos de serviços prestados, etc.) e IRS dos últimos anos. Guarde, ainda, quaisquer outros impostos que tenha a pagar, bem como comprovativos de pagamentos e de entrega, sejam eles notas fiscais ou recibos.
• Histórico Académico: Organize nesta pasta tudo sobre a sua vida académica, histórico escolar, comprovativos de matrícula, artigos publicados, certificados de cursos e seminários realizados.
• Finanças Pessoais: Nesta pasta, guarde tudo referente a contas a pagar, investimentos, seguros, testamentos. Pode, também, criar subdivisões como: pastas ou envelopes com as contas de água, luz, telefone, etc.. Segundo aquilo que veja necessário, pode criar os itens que o ajudem a ter uma melhor organização de outros documentos em sua casa.
√ Faça uma revisão periódica do seu arquivo e deite fora aquilo que já não for necessário, evitando que ele fique cheio de coisas inúteis.missing image file


Por falar nisso, durante quanto tempo deve guardar cada documento?
• Imposto de Renda, Esgotos, contas da água, luz, telefone e gás: 10 anos.
• Contratos de seguros (incluindo saúde): Durante toda a duração do contrato.
• Plano de saúde: 10 anos.
• Contrato de aluguer: Manter em seu poder enquanto residir nessa morada.
• Pagamento de condomínio: 10 anos.
• Prestação da casa: 10 anos.
• Mensalidade escolar: 5 anos.
• Recibos de vencimento: 10 anos.
• Certificado de garantia: Conforme especificado no artigo.

in saudelar.com

Família... conceito obsoleto?

"Os cínicos dir-lhe-ão que a "família" está a tornar-se obsoleta na nossa sociedade acelerada, que não passa de um conceito ultrapassado e perdido, enterrado num mundo atarefado de pessoas "iluminadas". Estou aqui para lhe dizer que não é assim. Hoje a família é ainda mais importante do que foi nas gerações passadas, e a sua erosão é inaceitável. É uma batalha que podemos e temos de vencer. É uma batalha que venceremos com toda a certeza: basta fazer o trabalho de casa com dedicação. Enquanto pais, temos o poder de encaminhar os nossos filhos numa rota de sucesso. Se não sentirmos este poder, é necessário criarmos coragem para estar à altura do desafio. Os nossos filhos serão abençoados numa dimensão que excede tudo o que podemos imaginar

(...)Acredito que as famílias, a sua e a minha, podem crescer, sobreviver e até florescer! Mais: acredito que os pais podem assumir a nobre função de liderar a família através do labirinto moderno e reafirmar os valores e princípios que definem aquilo que desejam para os seus filhos e a sua família. Tudo o que precisam é de energia e de um plano realente bom. No que diz respeito à energia, basta sentirmos o amor que temos no coração para sabermos que temos também a força e a energia para responder a este desafio, criando um ambiente que torne os nossos filhos e as nossas famílias imunes ao ruído de um mundo que, por vezes, parece ter enlouquecido completamente. " in "Família em Primeiro Lugar" - Dr.Phil McGraw

Não me rendo!

"É altura de dizermos, enquanto pais: "Eu não me rendo, não desisto. Não me deixo intimidar pelas influências que arrastam os meus filhos e a minha família. Não aceito que crianças desorientadas sejam o normal hoje em dia. Não aceito as epidemias de drogas, álcool e sexo no segundo e terceiro ciclos de escolaridade. Não aceito uma criança que se faz de surda quando digo 'Apanha os teus brinquedos e para de bater na cabeça da tua irmã.' Não vou continuar a educar como se tivesse medo de os meus filhos não gostarem de mim se eu exigir mais do seu comportamento, do seu aproveitamento escolar, ou do seu espírito, à medida que lhes ensino que, na vida, é importante estabelecer boas relações pessoais.

Não sentirei culpa nem procurarei compensá-los vestindo-os com roupas de marca e enchendo-os de brinquedos desde o infantário! Não estou incumbido de ser amigo deles, a minha , função é ser seu pai, o seu protector, o seu professor e o seu líder. Hei-de virar-me do avesso, se preciso for, para romper com qualquer herança familiar que possa estar a contaminar o modo como conduzo a minha família e como lido com os meus filhos.

Dêem-me as ferramentas, a orientação e as técnicas específicas e eu farei tudo para socializar os meus filhos de tal modo que eles fiquem imunes às muitas promessas sedutoras de gratificação instantânea, às realidade falsas e aos estilos de vida provocadores do mundo acelerado de hoje. Não vou deixar que a televisão ou a internet tomem conta deles, só porque a comunicação, hoje, se faz apenas pelo correo electrónico, pelos pager e pelos telemóveis. Em vez disso, vou ligar-me a eles 'à moda antiga' e prepará-los para lidar com um mundo que os ameaça e lhes desfoca a imagem que têm de si mesmos. Vou criar o orgulho, a unidade, a lealdade e o 'espírito e equipa' que é tão decisivo numa família feliz" in "A Família em Primeiro Lugar" de Dr.Phil McGraw

IMPORTANTE: Reformar o nosso TEMPO!

Gostamos muitíssimo dos nossos filhos mas, muitas vezes, não temos tempo para os ver crescer e, principalmente, para os ajudar a crescer. A vida é agitadíssima ! Estamos constantemente a correr de um lado o para o outro, no sentido de lhes dar as melhores condições de vida!
Mas será que , apesar de todas as circunstâncias que nos envolvem, não temos mesmo tempo? Os cafés, os cabeleireiros, os ginásios, as lojas dos shoppings… estão cheios de pais que se queixam de falta de tempo para os seus filhos. Muitas vezes o pai e a mãe têm tempo para ver o futebol, o jornal ou o telejornal, tempo para ver a novela, o concurso, para por a conversa em dia ao telefone, para navegar na internet, e para muitas outras coisas… mas se um filho vem para falar com ele, muitas vezes ouve a resposta: “AGORA NÃO, DEPOIS”. Um depois, que acaba, quase sempre, por não acontecer.
Temos tempo para aquilo que nos agrada e não nos dá demasiado trabalho!
O que acontece é que, para podermos descansar de um dia agitado, gostamos de fazer aquilo que nos dá prazer e preferimos que os nossos filhos não nos incomodem. Então, rodeamo-los de todos os brinquedos e meios que os possam distrair como: o computador, a TV, IPODs, Consolas, PSPs, telemóveis, etc.
No JPN diz: “Cinco horas é quanto as crianças portuguesas passam, em média, por dia, na companhia dos meios de comunicação”.
Eu pessoalmente não sou contra a televisão. Sou contra o mau uso que fazemos dela, o tempo que perdemos com ela, a importância que lhe damos e, principalmente, o deixar os nossos filhos em frente ao ecrã, vendo tudo o que está a dar sem, por vezes, termos a noção do que estão a vêr. Certamente ficaríamos preocupados se estranhos viessem falar com eles, mas deixamos que estranhos entrem pela nossa casa através do ecrã e passem todas as filosofias, conceitos e imagens que desejam para a mente dos nossos filhos.
Não queiramos queimar toda a tecnologia que temos ao nosso dispor, mas temos de aprender a usar aquilo que temos, ensinando os nossos filhos, desde cedo, a fazer escolhas.
Um estudo da Duracell Toy Survey, de 2007, revela que, de toda a Europa, as crianças portuguesas são as que menos brincam, diariamente,  com os pais. Do total de inquiridos, apenas 6% das crianças portuguesas, referem brincar diariamente com os pais. A Duracell pretende alertar os pais e as famílias portuguesas para uma problemática que tende a aumentar de ano para ano com os novos ritmos de vida impostos pela sociedade moderna.
Acredito que muitos pais não descobriram a tempo que existe uma única maneira de não gastar tempo com os filhos: Basta não os ter!
O psicólogo inglês Steve Biddulph, um dos mais requisitados especialistas em educação de crianças diz: “Esta é, com certeza, a geração mais abandonada de todos os tempos”.
Um dos problemas que se coloca hoje em dia é que os pais demitem-se das suas funções de pais e delegam para terceiros a educação dos seus filhos. Passam a responsabilidade à escola, à igreja, aos avós, etc.. que deveriam ser apenas auxiliares dos pais nesta difícil tarefa de educar uma criança.
Muitos pais pensam que criar um filho fica apenas por dar-lhe de comer, de vestir, levá-lo ao médico, colocá-lo em boas escolas, nos escuteiros, na natação, no piano, etc… mas é essencial passar valores, criar uma ligação, um identidade!
Hoje em dia fala-se muito do TEMPO DE QUALIDADE, para que os pais não se sintam culpados do pouco tempo que dedicam aos seus filhos. Mas, o que terá mais influência na passagem de valores: 5 horas de televisão ou 15 minutos de conversa com um pai? Será que o pouco tempo que por vezes passamos com os nossos filhos é o suficiente para os influenciar positivamente, contra as várias influências que eles sofrem no seu dia a dia?
Num relatório da conhecida UNICEF é dito que: “As crianças dos países ricos passam a maior parte do dia longe dos pais. Os países mais ricos não estão a dar a atenção que deviam às crianças, que passam a maior parte do dia confiados a outros, enquanto os pais trabalham.”
Cada um de nós tem de estabelecer quais as verdadeiras prioridades da sua vida. Será que temos procurado dar o melhor de nós, aproveitando, por exemplo, a tenra idade dos nossos filhos para semear a semente dos bons valores, ou continuamos a desculpar-nos apenas com a falta de tempo? Um dia podemos acordar e descobrir que talvez seja tarde demais! Se qdo eles queriam ir ter connosco nós dizíamos “AGORA NÃO”, poderá chegar a altura em que sejam eles que já não nos querem mais ouvir! PENSE NISSO!
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Transforma-me num Televisor!

Uma professora do ensino básico pediu aos alunos que fizessem uma redacção sobre o que gostariam que Deus fizesse por eles..

Ao fim da tarde, quando corrigia as redacções, leu uma que a deixou muito emocionada. O marido, que, nesse momento, acabava de entrar, viu-a a chorar e perguntou:

- O que é que aconteceu?

Ela respondeu: - Lê isto. Era a redacção de um aluno.

'Senhor, esta noite peço-te algo especial: transforma-me num televisor.
Quero ocupar o lugar dele.
Viver como vive a TV da minha casa.
Ter um lugar especial para mim, e reunir a minha família à volta...
Ser levado a sério quando falo...
Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem perguntas.
Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona.
E ter a companhia do meu pai quando ele chega a casa, mesmo quando está cansado.
E que a minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar..
E ainda, que os meus irmãos lutem e se batam para estar comigo..
Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo.
E, por fim, faz com que eu possa diverti-los a todos.

Senhor, não te peço muito...Só quero viver o que vive qualquer televisor.'

Naquele momento, o marido disse:

- 'Meu Deus, coitado desse miúdo! Que pais'!

E ela olhou-o e respondeu:

- 'Essa redacção é do nosso filho'

Que influências sofrem as nossas famílias?

No Livro "A Família em Primeiro Lugar", o conhecido Dr.Phil McGraw, apresentador da série "Dr.Phil" e um dos especialistas mais destacados na área do comportamento humano, escreve o seguinte:

"Sei e sinto que,enquanto pais, partilhamos algums prioridades importantes. Tal como você, eu amo a minha família mais do que tudo no mundo e quero que estejamos todos em segurança, com saúde, felizes e que sejamos prósperos em tudo o que fizermos, tanto no seio da família como quando saímos para o mundo. (...)
Como pais, a nossa missão é tomar consciência de tudo o que pode ter um impacto potencial sobre as nossas famílias. Temos de desenvolver a sensibilidade particular em relação àquelas coisas que podem constituir uma ameaça para a nossa existência tranquila e feliz, quer essas ameaças provenham do mundo exterior, quer tenham origem dentro da nossa própria casa, nos nossos corações, ou nas nossas histórias pessoais.

As pessoas que entram no nosso mundo famíliar vêm dos mais variados universos: professores, treinadores, família alargada, colegas da escola e outros. Alguns são bem intencionados, outros não. Estas pessoas podem ter prioridades e valores que são diferentes das nossas e que podm afectar profundamente a forma de pensar, de sentir e de se comportar dos nossos filhos, bem como a sua personalidade adulta. O bombardeamento dos media pode destruir a moral e os valores mesmo das famílias mais coesas, se não tomarmos um cuidado especial para controlar e contrariar essas mensagens. A televisão, a música e os filmes fabricam heróis e ícons com uma completa insconsciência sobre aquilo que estes glorificam.

É nosso dever, enquanto líderes das nossas famílias, certificarmo-nos de que estamos a contrariar e não  a contribuir para esta loucura. Temos de assegurar-nos de que não ameaçamos as nossas famílias, a partir do interior, devido à nossa própria incapacidade de adaptação, devido a prioridades mal definidas e à ausência de liderança,ou porque usamos de forma errada os produtos e as técnicas da educação de que fomos alvo.

Como pais, não somos certamente as únicas influências nas vidas dos nossos filhos. Por isso, temos, pelo menos, de garantir que somos a melhor e a mais convincente."

O Valor de Uma Dona de Casa!

Certa vez, encontrei na internet o seguinte texto, muito interessante sobre o trabalho da Dona de Casa:

"Um homem chegou a casa, após o trabalho e encontrou os seus três filhos a brincar do lado de fora, ainda vestidos com os pijamas.
Estavam sujos de terra, cercados por embalagens vazias de comida entregue em casa.
A porta do carro da sua esposa estava aberta.
A porta da frente da casa também.
O cão tinha desaparecido, não veio recebê-lo.
Enquanto ele entrava em casa, achava mais e mais bagunça.
A lâmpada da sala estava queimada, o tapete estava enrolado e encostado na parede.
Na sala de estar, a televisão ligada aos berros num desenho animado qualquer e o chão estava atulhado de brinquedos e roupas espalhadas.
Na cozinha, a pia estava a transbordar de pratos; ainda havia pequeno-almoço na mesa, o frigorifico estava aberto, tinha comida de cão no chão e até um copo partido em cima do balcão.
Sem contar que havia um montinho de areia perto da porta.
Assustado, ele subiu a correr as escadas, desviando-se dos brinquedos espalhados e de peças de roupa suja.
'Será que a minha mulher está doente?' ele pensou.
'Será que alguma coisa grave aconteceu?'
A seguir ele viu um fio de água a correr pelo chão, vindo da casa-de-banho.
Lá ele encontrou mais brinquedos no chão, toalhas ensopadas, o sabonete líquido espalhado por toda a parte e muito papel higiénico na sanita.
A pasta de dentes tinha sido usada e deixada aberta e a banheira transbordava de água e espuma.
Finalmente, ao entrar no quarto de casal, ele encontrou a sua mulher ainda de pijama, na cama, deitada e a ler uma revista.
Ele olhou para ela completamente confuso, e perguntou: 'O que é que aconteceu aqui em casa?
Porquê toda essa desarrumação?'
Ela sorriu e disse:
- 'Todos os dias, quando chegas do trabalho, perguntas-me:
- Afinal de contas, o que fizeste o dia inteiro dentro de casa?
- Bem... Hoje eu não fiz nada, Querido!!!"

Mulheres preferem ficar em casa a cuidar dos filhos

O movimento feminista convenceu uma substancial facção das mulheres modernas que a genuína realização pessoal vem das qualificações académicas e das conquistas profissionais adquiridas e não - como era costume num passado cada vez mais longínquo - das actividades que envolvem escolher ficar em casa a cuidar do lar e dos filhos.
Alegadamente, as mulheres que voluntariamente escolhiam ficar em casa eram "oprimidas". Não se entende bem como alguém que livremente escolhe ficar em casa a cuidar dos seus filhos é de alguma forma "oprimida".
(...)
Uma das formas através da qual nós podemos vêr que o feminismo desconhece a natureza da mulher é precisamente na questão que envolve a escolha feminina de querer ser dona de casa em detrimento duma carreira profissional.
Se a mulher era oprimida por escolher ficar em casa, porque é que um significativo número de mulheres actuais anseia poder ter liberdade económica para ficar em casa a cuidar dos filhos?
Eu simplesmente não quero voltar a trabalhar e deixar a educação da minha linda bebé nas mãos de outra pessoa. Quando os meus outros filhos eram pequenos, eu fiquei em casa e fui fazendo trabalhos que não perturbavam o meu tempo com eles.
Adorei todos os momentos que passei com eles.

Depois da minha filha mais nova ter iniciado a escola, voltei a estudar e no ano de 2007 graduei-me. Depois de ter encontrado um emprego a tempo inteiro engravidei outra vez.
Pensei sobre isso e determinei-me a regressar a trabalhar. Se as outras mães conseguem, certamente que eu também conseguiria.
Mas à medida que a minha gravidez se aproxima do fim, cheguei à conclusão que não quero abandonar o bebé. Quero ser aquela que vê o seu primeiro passo, ouve a primeira palavra e a ensina a ter bons modos.
Eles crescem tão depressa que o tempo vai-se num abrir e fechar de olhos.
Não poderia suportar o pensamento dela estar a chorar no infantário e ninguém lhe prestar atenção por haver outras crianças a necessitar de apoio.
Quem me dera poder ignorar todas estes pensamentos mas não consigo. Adoro ser uma mãe que fica em casa [a cuidar dos filhos].
Porque é que me sinto culpada por querer ficar em casa a cuidar dos meus filhos? Há por aí outras mães que também se sentem assim?
É um triste sinal dos tempos quando uma mãe se sente culpada por querer ficar junto dos filhos. Por aqui se vê o quão devastadora tem sido a influência do feminismo sobre a forma de pensar feminina.
A minha licença de parto está quase terminada mas, sinceramente, eu não quero colocar a minha filha num infantário. Não creio que seja viável o pagamento das mensalidades. Além disso sinto-me desconfortável com a ideia de outra pessoa a criá-la.

Como é que as feministas explicam esta tendência natural da mulher de querer ficar em casa a cuidar dos seus filhos? Esta inclinação natural e saudável das mulheres está a ser suprimida pelo movimento feminista ao identificar a posição de cuidadora do lar como algo "humilhante" e "degradante".
As feministas, na sua ânsia de colocar as mulheres no mercado de trabalho sob a bandeira da liberdade, conseguiram gerar uma legião de mulheres stressadas que tenta equilibrar a atenção dada aos filhos com o avanço da sua carreira profissional.
Pior que isso, as feministas conseguiram uma das mais fantásticas obras de ilusionismo da História do Homem ao identificarem a redução da liberdade de escolha como algo "libertador".
Antigamente, as mulheres tinham a opção de poder ficar em casa, arranjar um emprego a part-time, ou trabalhar a tempo inteiro.
Hoje, graças aos movimentos políticos que visam colocar as mulheres debaixo da escravatura do ordenado, as mulheres são praticamente obrigadas a optar pela terceira opção como forma de suportar as despesas. Aquilo que é visivelmente uma perda de liberdade é apresentado à mulher como uma "vitória".
(...)


in omarxismocultural.blogspot.pt

A Experiência de Ser Filho de Mãe que Trabalha fora de Casa

A EXPERIÊNCIA DE SER FILHO DE MÃE QUE TRABALHA FORA DE CASA: UM OLHAR SOB A PERSPECTIVA DOS FILHOS 

Maria Ivone Marchi Costa – Universidade do Sagrado Coração 
Maria Zelinda Cardim – Universidade do Sagrado Coração 
Daniela Cruz Henriques – Universidade do Sagrado Coração 

Resumo

O presente trabalho objetivou compreender, sob o ponto de vista dos filhos, a experiência de ser filho de mãe que trabalha fora de casa por mais de seis horas diárias. Participaram do mesmo doze filhos, sendo seis do sexo feminino e seis do sexo masculino, na faixa etária de nove a doze anos. As entrevistas foram realizadas de forma individual, gravadas e transcritas. O instrumento utilizado foi um questionário de completar frases, a partir do qual, emergiram os seguintes resultados, sendo que não houve diferenças significativas entre filhos e filhas: 1) os filhos sentem a ausência da mãe afirmando que elas deveriam ter mais tempo para ficarem juntos, 2) oito filhos gostariam que suas mães reduzissem a jornada de trabalho para meio período, sendo que quatro dos filhos entrevistados destacam a importância de viver com intensidade os momentos em que a mãe se faz presente, 3) oito filhos expressaram sentimentos de solidão, tristeza e saudade pelo fato da mãe trabalhar fora; dois disseram sentir felicidade, pois a mãe supre as necessidades materiais da família; dois filhos consideram normal o fato da mãe trabalhar, não manifestando nenhum sentimento, 4) na ausência da mãe, quatro filhos ficam na companhia de avós e/ou irmãos e oito filhos com irmãos e/ou empregada, 5) nove filhos sentem a falta da mãe, atribuindo-lhe um papel fundamental na dinâmica familiar. A análise e discussão dos resultados tiveram por base a literatura consultada.

INTRODUÇÃO

A história nos mostra que a instituição familiar vem sofrendo uma série de modificações decorrentes de mudanças no contexto sócio-cultural. Contudo, a família tem procurado se adaptar às mais diversas influências, tanto no âmbito social, cultural, como psicológico e biológico em diferentes épocas e lugares.

A maior liberdade sexual e o controle da procriação em face ao surgimento da pílula anticoncepcional na década de 60, possibilitou a mulher uma conquista de espaço no mercado de trabalho (Vaitsman, 1994). Vários aspectos vão sendo transformados e conquistados, tais como as decisões compartilhadas sobre os filhos, bem como as questões de ordem administrativas e financeiras da família. Os direitos e deveres vão aos poucos se tornando mais igualitários e recíproco. As relações entre pais e filhos começam a se estruturar com mais proximidade e mais diálogo e as expressões de afetos se tornam mais espontâneas e explícitas.
Nessas últimas décadas, a mulher emancipou-se e ganhou destaque sócio-econômico- profissional-cultural, mas para a maioria delas surgiu um conflito entre ser profissional e continuar cuidando dos filhos e do lar, uma vez que o instinto materno ainda fala mais alto do que todas as suas conquistas. Em virtude desse instinto é que ainda hoje as mulheres se sentem tão culpadas por ficarem longe de seus filhos (Tiba,1996).
Averbuch, Anele e Arlaque (1995, p. 31) afirmam que a sociedade “vê com maus olhos o “abandono” dos filhos por causa do trabalho”, suscitando nas mães que trabalham fora o sentimento de culpa, “acreditando que qualquer problema apresentado pelos filhos deve-se diretamente à sua ausência”.
Nesse processo de reparação movido pela culpa, desenvolve-se uma proteção que acaba por desproteger. A mãe que faz tudo para o filho não sofrer privações e o atende em todas as suas solicitações, torna-o cada vez mais nutrido no princípio do prazer, podendo o mesmo ter dificuldades de lidar com limites e frustrações, como também dificuldades na aquisição de sua autonomia diante das vicissitudes da vida, tornando-se imaturo emocionalmente, pois quase tudo é feito pelos pais. Quando o(a) filho(a) está distante destes e tem que dar conta de resolver questões que lhe são pertinentes, poderá sentir-se frágil e inseguro, gerando ansiedade por não encontrar alguém que faça por ele.
Encontramos na literatura várias pesquisas que consideram a maneira como a mulher que trabalha fora age e sente-se em seu cotidiano e como concilia a vida profissional com a vida familiar, destacando em seus resultados especialmente o sentimento de culpa da mesma pelo pouco tempo que passa com os filhos. Poucas, porém, são as pesquisas que abordam a experiência de ser filho de mãe que trabalha fora de casa.
As psicólogas clínicas freqüentemente se deparam com sintomas que representam formas de denúncia de sofrimentos que são trazidos pela criança ou pelo adolescente e ou família quando se passa a conhecer de uma maneira mais profunda a dinâmica familiar que esta criança e ou adolescente está inserida. Constata-se que na maioria das vezes as raízes de tal sofrimento estão relacionadas com a forma com que a família, especialmente a mãe, significa e vivencia a questão dela trabalhar fora de casa. Observa-se que grande parte das mães que trabalham fora de casa e que diariamente ficam muito tempo longe dos seus filhos, deixando-os sob os cuidados de empregados, avós ou mesmo sozinhos, significam essa ausência de forma tal, que passam a vivenciar sentimentos de culpa e normalmente, numa tentativa de reparação, a mãe e ou os pais passam a manter uma relação de super proteção com o(a) filho(a), podendo desenvolver uma relação muitas vezes patológica e geradora de uma diversidade de sintomas, dependendo da forma como o(a) filho (a) significa e vivencia essa relação.
Portanto, julgamos ser de considerável importância pesquisarmos este tema, no sentido de viabilizarmos um trabalho preventivo junto às famílias na medida em que teremos contato com a forma como os filhos significam e vivenciam tal fato, possibilitando, através dessas informações, desconstruir muitas psicopatologias que acreditamos ter em sua base muitas crenças que permeiam o imaginário das mães e que são uma das possíveis fontes desencadeadoras de sentimentos de culpa.

OBJETIVOS
Compreender como os filhos experienciam o fato de ter mãe que trabalha fora por mais de seis horas diárias.

METODOLOGIA 

Esta pesquisa de caráter qualitativo foi realizada com 12 (doze) filhos(as) cujas mães trabalham fora de casa por mais que seis horas diárias. Foram entrevistados 6 (seis) filhos e 6 (seis) filhas, na faixa etária de 9 a 12 anos (nove a doze anos). Utilizou-se o questionário de completar frases, composto por oito sentenças que foram distribuídas da seguinte forma: 1) Para mim as mães que trabalham fora ... 2) As famílias que tem mãe que trabalha fora ... 3) A minha mãe trabalha fora, por isso ... 4) Quando minha mãe está trabalhando fora, eu fico na companhia de ... 5) Em relação a isso, eu penso ... 6) O fato de minha mãe trabalhar fora me faz sentir ... 7) Sinto que pelo fato de minha mãe trabalhar fora a minha família ... 8) Se eu pudesse mudar alguma coisa em relação a isso eu ... O questionário facilitou a expressão da experiência da criança em relação a ter mãe que trabalha fora. As entrevistas foram realizadas individual e pessoalmente com os filhos, sendo gravadas em fita cassete, transcritas na íntegra e analisadas qualitativamente. A análise e discussão dos resultados tiveram por base a literatura consultada. Durante o questionário, as pesquisadoras realizaram eventuais questionamentos, quando estes se fizeram necessários, para esclarecimentos e ou ampliações sobre as sentenças estabelecidas a priori. Posteriormente, realizou-se a análise temática das respostas, visando apreender os fenômenos revelados por elas. 

RESULTADOS E DISCUSSÃO 

Com os dados obtidos, observou-se que os filhos sentem a ausência da mãe afirmando que elas deveriam ter mais tempo para ficarem juntos, podendo assim acompanhar os afazeres escolares e juntos desenvolverem atividades lúdicas. Segundo Peters (1999, p. 69), “a ênfase no relacionamento mãe-filho domina as atitudes maternas na forma de ‘teoria de vínculo afetivo’”. Esta teoria, desenvolvida na década de 50 por John Bowlby, afirmava que os filhos separados das mães por longo período em hospitais ou orfanatos tornavam-se gravemente deprimidos. Posteriores pesquisas comprovaram que a depressão não era causada somente pela privação materna, mas por outros fatores como: crise familiar, falta de atenção de um adulto, ambiente estranho etc. Lerner (1980) afirma que as crianças, quando maiores, compreendem melhor o porquê da mãe trabalhar e é capaz de suportar suas ausências e pode relacionar o esforço e dedicação profissional da mãe com sua crescente capacidade de realizar tarefas na escola, que exigem persistência e execução de um planejamento. Um exemplo desta afirmação é a resposta de um dos entrevistados desta pesquisa que disse sentir a ausência da mãe, mas se propõe a ajudá-la a resolver os seus problemas realizando as tarefas escolares no horário certo.
Constatou-se que a maioria dos filhos (8) gostariam que suas mães reduzissem a jornada de trabalho para meio período, quando estes estão na escola, podendo, assim, gozar da presença da mãe no período em que se encontra em casa. Quatro dos filhos entrevistados destacam a importância de viver com intensidade os momentos em que a mãe se faz presente, conversando, abraçando, brincando, dando atenção, ajudando nos afazeres da casa, divertindo-se, etc. A esse respeito Lerner afirma que:
a qualidade desse contato, que não precisa ser de horas diárias, mas pode ser ocasional, é uma experiência rica para a criança. A mãe que fica menos tempo com o filho deve procurar viver com alegria os momentos que passam juntos. Quando chega excessivamente cansada, não deve se obrigar a aceitar qualquer imposição da criança, como um castigo que tem de suportar. A criança poderá esperar e depois de alguns momentos, será bem mais fácil fazê-lo prazerosamente (1980, p. 184-185).
Peters (1999, p. 28) relata que as mães que não trabalham, muitas delas insatisfeitas por terem anulado os sonhos profissionais, podem estar menos disponíveis emocionalmente que as mães que trabalham fora. Este mesmo autor cita Linda Carter, diretora do New York University Center for Family Therapy (Centro de Terapia Familiar de Nova York) que afirma : “se uma mãe que deseja ou precisa trabalhar é frustrada nisso, é uma mãe menos disponível. Se trabalhar, a criança aprenderá a ser mais autoconfiante e também a entender que a mãe voltará”. A partir da afirmação dos autores e dos dados coletados na entrevista, percebeu-se a necessidade de uma reflexão sobre o sentimento de culpa que muitas mães sentem por não terem tempo para estar com seus filhos. Tanto o autor como as crianças evidenciam a importância da qualidade e intensidade do pouco tempo que passam juntos, desconstruindo a crença que permeia o imaginário de muitas mães que acreditam que deveriam dedicar mais tempo aos filhos. Esta crença pode ser uma das possíveis fontes desencadeadoras de sentimentos de culpa. É um fato que muitas mães presentes fisicamente o dia todo juntos aos seus filhos são emocionalmente distantes, ou seja, é melhor prezar pela qualidade do tempo do que pela quantidade.
A maioria dos filhos entrevistados (8) expressou sentimentos de solidão, tristeza e saudade pelo fato da mãe trabalhar fora. Dois filhos disseram sentir felicidade porque, com o trabalho, a mãe supre as necessidades materiais da família. A minoria (2) disse estar acostumada com a ausência da mãe, considerando normal o fato dela trabalhar, não manifestando nenhum sentimento. Cooper e Lewis (2000) afirmam que pesquisas recentes começaram a perguntar às próprias crianças o que elas sentem a respeito das mães trabalharem. Longe de se considerarem abandonadas, crianças com até 10 ou 12 anos dizem que gostam de chegar, usualmente com amigos, a uma casa ‘vazia’ na qual elas fazem o que querem. As crianças também podem ter satisfação com o trabalho dos pais. Estes autores ainda afirmam que a ansiedade e a culpa sentida por algumas mães, associadas à crença de que as crianças irão sofrer se ambos os pais trabalharem, são injustificadas. Contudo, as crianças declaram que se sentem menos felizes com o fato de os pais trabalharem até tarde ou em fins de semana. Isto não significa que ambos não devem trabalhar, mas que eles também necessitam de tempo fora do trabalho para que tenham vidas equilibradas.
De acordo com a pesquisa realizada, verificou-se nos filhos entrevistados a existência de um conflito entre sentimentos que expressam admiração e valorização pelo fato da mãe trabalhar fora e sentimentos de tristeza, solidão, medo e saudade. Segundo Lerner:
a mãe pode ajudar a criança a elaborar estes sentimentos conflituosos, afirmando que: “o fato de a mãe trabalhar constitui uma situação que o filho encontra como parte do contexto de sua vida, a qual tem que se adaptar, e esta aceitação depende grande parte da maneira pela qual a mãe se conduz e de como harmoniza os diferentes aspectos de sua atividade. Pode envolver vantagens e desvantagens, representar um estímulo ou uma frustração, mas é um aspecto real que, se bem utilizado, pode enriquecer o seu processo de desenvolvimento (1980, p. 185).
A tarefa desta harmonização não compete somente à mãe, mas também ao pai, enquanto ele é chamado a exercer seu papel de cuidador e não apenas de provedor. É necessária uma redefinição dos papéis familiares, onde ambos devem colaborar, participando de tarefas cotidianas, especialmente na educação dos filhos (Almeida et al, 2003).
Os dados coletados demonstraram que, na ausência da mãe, a maioria dos filhos ficam na companhia de parentes (avós e irmãos) e/ou empregada, sendo que 4 filhos com avós e/ou irmãos e 8 filhos, com irmãos e/ou empregada. Destes 8 filhos, 5 consideram ruim ficar somente na companhia de irmãos e/ou empregada, pois encontram dificuldades na realização dos afazeres escolares. Os que ficam com os avós e/ou irmãos afirmam que estes cumprem o papel de cuidadores. Peters (1999) afirma que o fato da mãe trabalhar fora de casa permite ao filho estabelecer outras relações íntimas com outros adultos que podem tanto difundir como reforçar o amor materno. Cooper e Lewis (2000) por sua vez, diz que os filhos de casais que trabalham fora tendem a ser mais independentes e competentes em conseqüência da formação de elos com um maior número de pessoas.
Verificou-se como os filhos experienciam a dinâmica familiar em relação à mãe trabalhar fora de casa e constataram que a maioria (9) sente a falta da mãe, atribuindo-lhe um papel fundamental na dinâmica familiar. Um dos filhos entrevistados relatou que a família fica incompleta quando a mãe não está; outro filho enfatizou que a família fica desunida e outro ainda, que sua ausência é motivo de distanciamento entre os familiares. Com estes dados, percebe-se, ainda hoje, que mesmo com a emancipação feminina no mundo do trabalho, a mãe continua sendo para os filhos o polo de união da família.
Verificou-se também, com os resultados, que não houve diferenças significativas entre filhos e filhas quanto a experiência de ter mãe que trabalha fora. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A presente pesquisa possibilitou uma reflexão sobre como os filhos que têm mãe que trabalha fora mais de seis horas diárias, experienciam este fato. Porém, percebe-se a necessidade de continuidade de novas pesquisas que utilizem instrumentos que favoreçam a emergência de conteúdos mais profundos da subjetividade da criança.
Os filhos entrevistados colocam a mãe como o referencial maior na dinâmica familiar, solicitando uma constante presença em seu cotidiano, fato que pode contribuir para o sentimento de culpa materno. Para amenizar as solicitações dos filhos quanto à presença materna, é fundamental que o pai passe a exercer a função paterna com mais eficácia, sendo não apenas provedor, mas especialmente cuidador, havendo assim, uma redefinição dos papéis familiares. 

Palavras Chaves: trabalho, mãe, filho 

BIBLIOGRAFIA:
ALMEIDA, A. et al. Ser Pai: A Função Paterna e o Princípio de Realidade. Pensando Famílias, ano 5, n. 5, p. 69-74, 2003
AVERBUCH, A. R., ANELE, A. M., ARLAQUE, P. C. Mulher e trabalho: aspectos do cotidiano da vida de mulheres que trabalham no espaço público. PSICO. Porto Alegre, v. 26, n. 1, p. 29-40, 1995.

COOPER, C. L., LEWIS, S. E agora, trabalho ou família?: pais e mães que trabalham fora aprendem como enfrentar as sobrecargas profissionais e familiares do dia-a-dia. 1a ed. São Paulo: Tâmisa Editora, 2000.
LERNER, L. Criança também é gente. 3. ed. Rio de Janeiro: Block, 1980.

PETERS, J. K. Mães que trabalham fora: segredos para conciliar a vida profissional e familiar. São Paulo: Mandarim, 1999.
TIBA, I. Disciplina: O limite na medida certa. São Paulo: Gomes, 1996.
VAITSMAN, G. Flexíveis e Plurais: Identidade, Casamento e Família em circunstâncias pós- modernas. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.

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Crianças Terceirizadas - Dr. José Martins Filho

Uma Mãe em Casa - Aceitaria este desafio?

Se lhe oferecessem um trabalho em que lhe dissessem que:
- Não teria direito a férias
- Não poderia ficar doente e por baixa médica.
- Não poderia sair para almoçar.
- Não conseguiria adiantar trabalho, pois haveria sempre alguma coisa mais para fazer
- Não teria hora para terminar o serviço. Só quando fosse dormir e poderia ser chamada várias vezes a meio da noite
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SERÁ que ... ACEITARIA?

Pois, este é o desafio que muitas mães estão a aceitar ao decidir ficar em casa com os seus filhos!

Não se pode dizer que é um trabalho… é uma MISSÃO!